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Transpinhal 2004
(21/10/04)
Foi uma boa maratona. O percurso era maioritariamente rolante e do estilo rompe-pernas com, de
vez em quando, sectores de trilhos engraçados a beira de ribeiras bonitas. Acho que é uma maratona
um pouco similar àquela de São Brás quer pelo percurso, quer pelo terreno. Enjoei um pouco com o
pinho e sobretudo o eucalipto mas já estava a espera já que essa zona é conhecida por isso.
Embora não tenha nenhuma consideração por este tipo de vegetação, foi triste ver o resultado
nefasta dos incêndios deste e outros verões. Até alguns caminhos apresentaram-se algo
desfigurados pelo uso brutal das máquinas anti-fogo.
A balizagem foi ao meu gosto meramente suficiente já que o GPS ajudou-me bastante sobretudo nas
povoações e nos sectores onde andava-se várias centenas de metros sem ver fitas (e que uma pessoa
já estava completamente desfeita pelo cansaço).
Pior foram algumas pessoas da aldeia, sensivelmente a meio do percurso que lembraram-se de ser
autênticos morcões a tentar enganar quanto á direcção certa. "É para a esquerda!!!",
quando o GPS indicava o contrario...
De resto acho que a organização foi boa já que havia muito pessoal espalhado pelo percurso a
controlar as passagens e sempre com algumas garrafas de águas para oferecer a quem mais precisava.
Não precisei mas gostei desta atenção suplementar.
Foi pena ter tão pouca participação, mesmo assim deu para rever algumas caras conhecidas.
Percorri a primeira metade do percurso na companhia do Ricardo Mello colega SuperTravessista deste
ano com quem conseguia marcar o passo certo. Pouco tempo de termos alcançado o José Luis Nunes
fiquei sozinho a frente deles sem perceber muito bem porquê já que sentia-me mais fraco do que os
meus dois companheiros. Depois soube que o Ricardo tinha caído num dos trilhos técnicos e que o
José luis Nunes tinha empenado à maneira de quem só consegue andar para trás.
Na frente, o Alcino Serras passeava. Ainda gritava "Olá" quando o víamos do outro lado
do vale onde nos encontrávamos e onde só iríamos passar alguns minutos mais tarde. Deu para
entender que ele era de outro mundo.
No final, embora não pude ficar até lá, gostei de serem entregues taças aos primeiros. É uma
boa forma de marcar o acontecimento de quem chega à frente sem ferir o amor próprio dos outros
participantes.
Quanto a mim é uma boa evolução que deveria ser encorajada.

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