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União Ciclista da Maia (16/12/02)
(E-mail mandado para a morada referida no site oficial da equipa de ciclismo profissional Maia/Milaneza/MSS. Não houve resposta até hoje)
Bom dia,
O meu nome é Guillaume KUCHEL, moro em Modivas e pratico regularmente ciclismo de estrada e BTT, tendo nessa última vertente um ano e meio de experiência nas competições portuguesas. O meu volume de treino situa-se entre as 5 e 15 horas consente a altura do ano, 2 terços das quais são passadas na estrada. Gosto sobretudo do espírito ciclodesportista mas este sendo completamente esquecido pelas instituições de ciclismo tento combater essa frustração com algum espírito de crítica e denuncia que terão oportunidade de notar no meu site pessoal: http://toxiclodependente.planetaclix.pt/index.htm
A ideia deste mail é muito simples e resume-se basicamente a uma pergunta: a União Ciclista da Maia é mais do que um grupo desportivo de ciclismo profissional?
É que o próprio nome "União Ciclista da Maia" de uma entidade que tem como "objectivo principal de promover a cidade da Maia a través de um dos melhores veículos publicitários que é o ciclismo" deixa pensar que poderia ser muito mais do que uma equipa profissional. Eu tenho reparado que ao nível do ciclismo, Portugal sofre dum problema muito grave no que toca ao associativismo. As pessoas muito bairristas não estão dispostas em criar grandes clubes populares. Pelo menos no BTT, só se fala em equipas, dinheiro e despesas. Não há ninguém que tenha disponibilidade para nada e o resultado é que o poder organizativo dos clubes em termos de competição é muito fraco. Daí o facto que o BTT português, segundo eu, não passe de uma paródia.
Eu gostava de saber se a União Ciclista da Maia, já que existe, tem ou teria interesse em ter uma amplitude mais popular no sentido de permitir aos amadores, ciclodesportistas e mesmo cicloturistas de vestir a camisola da Maia. É claro que não estou a falar de comprar a camisola equipa Maia/Milaneza/MSS mas sim de fazer parte dum clube complementar que realmente existiria não para satisfazer as necessidades materiais de meia dúzia de corredores mas si para reenforçar a cultura ciclista da Maia já afirmada a través da equipa profissional. Apoiar não quer necessariamente dizer pagar tudo e mais alguma coisa. No caso dos clubes, apoiar deveria querer dizer adaptar a sua política de ajudas de modo a permitir a qualquer praticante ser sócio e ser um suporte de publicidade sem que este seja apontado como uma fonte
particular de perdas financeiras.
Eu acredito que haja por ai fora muitos ciclistas como eu que só esperam para finalmente existir um projecto á altura dos valores do ciclismo e poder vestir uma camisola que lhes seja emblemática.
Grato pela atenção.
Guillaume KUCHEL

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